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Circo, dança, teatro e presença – Energia da Cultura | Notícias, informações e eventos
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Circo, dança, teatro e presença

6 de abril de 2023
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5m
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Por Daniel Toledo

Circo, dança e teatro são linguagens artísticas cuja tradição historicamente se fundamenta na ideia da presença. Já há muitas décadas, entretanto, artistas e coletivos vêm traçando variados caminhos de diálogo entre essas linguagens e o universo audiovisual. Seja a partir de criações autônomas, que se aproximam do documentário, do ensaio ou da ficção, ou ainda de registros de performances presenciais, tais trabalhos mantêm seu foco nas artes cênicas, substituindo a potência da presença compartilhada pela força da fotografia e da montagem.

No campo do circo, a ficção "Lar, doce lar" nos convida a acompanhar a rotina de uma palhaça confinada, fazendo ecoar os tempos de confinamento social. Os documentários "Sinal vermelho" e "Circo em diáspora" trazem um convite à reflexão sobre a realidade de artistas circenses que atuam em semáforos, reconhecendo a complexidade de toda existência e as camadas de racismo escondidas atrás de vidros fechados. "Biza, o Procaz", por outro lado, nos apresenta um palhaço em traje de gala, no nobre espaço do palco, nos minutos que antecedem um breve concerto de violino.

Também transitam entre palco e rua as imagens trazidas pelos artistas e coletivos de dança selecionados pela convocatória. Em um palco que lembra uma casa noturna, "(Per)formei" traz referência à cultura Ballroom, perpetuando a energia dos espaços de resistência da diversidade de gênero. "Não sou o que você vê", por sua vez, traduz a força das danças coletivas, levando ao palco de um teatro ritmos e movimentos das ruas, como o rap, o funk e o passinho. A dança clássica se faz presente em "Pugna", em que um duo de jovens bailarinos experimentam distâncias e proximidades.

Embalado pela voz de Clementina de Jesus, "Marinheiro só" chama atenção pela simplicidade e a plasticidade dos movimentos, emoldurados pela marcante fotografia de uma rua qualquer. "Ser mulher" traz uma vibrante coreografia realizada por quatro jovens em uma praça urbana, adicionando novas camadas de sentido e frescor à voz de Elza Soares. Em "Passo a passo", a montagem nos propõe o exercício de perceber uma mesma coreografia tendo diferentes paisagens urbanas como pano de fundo.

No campo do teatro, os vídeos "Varal" e "Causos enredados" são ambos registros de solos teatrais conduzidos por homens pretos que contam histórias comuns. Enquanto o primeiro compartilha memórias e reflexões enquanto estende roupas no terreiro, o segundo cruza o palco como um falante vendedor de redes – e somos nós as testemunhas de tudo o que acontece enquanto as redes são vendidas. "Benzedô", por sua vez, recorre ao formato de curta-metragem para traduzir a atração vivida por dois vizinhos que compartilham olhares e intimidades.

Em "Cartografias do movimento", temos ainda o registro de uma cena curta que investiga, com muita irreverência, alguns dispositivos e mecanismos contemporâneos de criação cênica, misturando elementos do teatro e da dança "Passos de um artista", por fim, recorre a depoimentos e imagens de arquivo para investigar e justapor trajetórias biográficas de artistas de teatro que trabalham na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

 

Confira aqui as cidades onde nasceram essas produções!


Belo Horizonte

"Lar, doce lar", Janaína Morse

"Marinheiro só", Vic Alves
"Passos de um artista", Dhan Lopes
"Pugna", Karlos Ronielly
"Varal", Cia 5 Só

Betim

"Boza, o Procaz", Raul Garcia

Juiz de Fora

"Benzedô", Pri Helena

"Passo a passo", Ghustaflow

Sabará

"Cartografias do movimento", Wallace Pereira Alfredo

Santa Luzia

"Ser mulher", Joel Popper


São João Del Rey

"Causos enredados", Rafael Medeiros Nascimento Silva
"Sinal vermelho", John HC

Ubá

"Circo em diáspora", José Carlos Vieira Lima Neto

Uberlândia

"(Per)formei", Alexandre Roiz

Viçosa

"Não sou o que você vê, Os Atuais

 




Assista o vídeo


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