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Poucos produtos representam tanto a cultura de Minas Gerais como o queijo artesanal. A iguaria está presente em todo o estado, e combina uma tradição tricentenária com inovação e tecnologia.
Em torno de 83 mil toneladas de queijo são feitas anualmente, em Minas, e mais de 30 mil famílias têm nele sua principal fonte de renda e ocupação. Para fomentar ainda mais esse mercado e valorizar a cozinha mineira, seus saberes e sabores, Minas Gerais ganha um novo espaço cultural: o Centro de Referência do Queijo Artesanal.
Com direção executiva de Sarah Rocha, a iniciativa está em construção no Espaço 356, em Belo Horizonte, e vai reunir uma exposição permanente sobre o Queijo Artesanal, loja colaborativa, biblioteca dedicada à Gastronomia, auditório para eventos diversos, área de convivência e sala de aula completa com cozinha didática. “Como o próprio nome diz, o Centro de Referência do Queijo Artesanal vem ser uma referência em reflexão e incentivo à Gastronomia de Minas Gerais. Estamos montando um espaço de experiência para que o visitante possa aprender e vivenciar a cultura queijeira, e, assim, conectar produtores e consumidores”, aponta a diretora.
O projeto é assinado pelo arquiteto José Lourenço e ocupa uma área de quase 750m² no novo shopping. Revestido com vergalhões de ferro, o CRQA vai trazer uma ambiência imersiva, com curvas inspiradas nas serras de Minas, em uma arquitetura e projeto expositivos complexos e bem trabalhados. A proposta é convidar à visita, impressionar, entreter e ensinar visitantes de todas as idades, além de homenagear o queijo como grande símbolo da cultura mineira. Um dos carros-chefes será a exposição permanente sobre o queijo. A mostra vai investigar os modos de fazer, aspectos culturais, histórias e particularidades de cada uma das regiões queijeiras de Minas.
Outro grande destaque será a primeira biblioteca de Minas Gerais dedicada à Gastronomia, com títulos nacionais sobre culinária e cultura alimentar, pesquisas e teses científicas, e ainda traduções para o português dos principais livros internacionais de gastronomia, muitos inéditos no Brasil. O CRQA também vai contar com um auditório para até 200 pessoas sentadas e um espaço para atividades formativas em temas de cultura e gastronomia. “A geração e difusão de conhecimento é um pressuposto importante para o Centro. Queremos formar consumidores mais informados, fomentar discussões, preparar profissionais e suscitar assuntos importantes para o desenvolvimento de todo o mercado”, explica a diretora Sarah Rocha.
Para embasar e nortear todas as ações e atividades, o Centro de Referência do Queijo Artesanal reuniu um comitê científico e cultural multidisciplinar, com profissionais referência em suas áreas. Participam a museóloga Célia Corsino, o antropólogo da alimentação italiano Ernesto di Renzo e o médico veterinário jurado em concursos de queijos Elmer Almeida. “Nosso comitê é a garantia de sinergia com as últimas tendências e correntes da gastronomia. É importante estar conectado com o mundo, aprender com mercados mais desenvolvidos e alçar o queijo artesanal mineiro a patamares inéditos de reconhecimento, qualidade e inovação”, completa.
O projeto físico encontra-se com as obras adiantadas, mas a credibilidade e importância do CRQA já reconhecida e apoiada pela Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, e conta com patrocínio da Gerdau, Aperam, Cedro Mineração, Instituto Unimed, Claro, Cemig, Ventana Serra e EPO; apoio da Anglo Gold Ashanti, Espaço 356, Grupo Sada e SDS Siderúrgica, além do Apoio Institucional do Sebrae.
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